A SENHORA JÁ É VOVÓ?
Artur da Távola
O neto é um ¿filho¿ com quem se relaciona sem ansiedade. É suave, é bom, é benfazejo esse amar solto e compreensivo, sem a aflição e as dúvidas de quem educa diretamente, com os pais. Tudo isso em um tempo no qual já se está a compreender muito melhor a vida, a alma infantil, tendo aprendido a ¿ler¿ sutilezas de caráter e comportamento que os pais nem sempre percebem. Ver e orientar sem que o neto se ressinta. E sem especiais compromissos com ¿ter que acertar¿. Ah a maravilha de compreender a aflição de uma criança e saber aplacá-la com calma e doçura! E no entanto, toda essa sabedoria, superioridade e segurança dissipa-se no instante em que o neto ou neta nos devolvem alguma manifestação de amor ou gratidão. Derretemo-nos como sorvete num sol de 40 graus
Os netos nos tornam filosóficos. Diante deles, suas brincadeiras e as marcas de semelhanças esparsas conosco ou outros ancestrais, que aos poucos vão ficando claras, medita-se sobre si mesmo, somos ainda mais gratos a nossos pais e avós, melhor compreendemos nosso papel nesta vida. Cessam paixões e opiniões que ás vezes nos levam a discussões ou a defesas acentuadas de pontos de vista, tudo cessa diante do mistério da procriação ali patente, diante de nós e se infiltra na alma a suave sensação de missão biológica cumprida.
O grande segredo da vida é a compreensão. Compreender é muito difícil. Em geral, interpomos as nossas crenças e opiniões entre nós e os outros, fechando-nos para esse novo que é receber o que nos chegue da vida sem classificar, com a alma aberta. A idade traz compreensão à custa de experiências vividas e sofridas.
Difícil, com os netos é a dor que se mistura ao sabor da convivência, quando se vão para casa. A gente vê um bichinho daqueles amarrado na cadeira que fica no banco de trás do carro do filho. E o carro parte para um desconhecido onde existe uma cidade agressiva, um mundo de guerra e intolerância. E enquanto perdura o perfume de alma que os netos ou netas nos deixam, paradoxalmente a gente se sente muito mais só do que o habitual. Pululam pensamentos dolorosos ¿ quê fazer?- sobre se teremos ainda muitos anos com eles, podendo vê-los crescer, ou se alguma trama do destino nos espreita (ou a eles) para levar da vida antes da hora.
Ah os netos! Quantas lições.
postado por Artur da Távola 12:36 AM
MAQUIAGENS EM QUEDA
Noto que as maquiagens das locutoras dos noticiários da TV Globo e da Globo News, andam carregadas demais.
Os belos rostos de várias delas, perdem espontaneidade e frescor. Ou ficam parecendo fantasmas ou há exageros.
Perderam o ponto certo.Tem acontecido, também, que várias vezes o rosto está com uma tonalidade e o pescoço com outra....
ARTUR DA TÁVOLA
postado por Artur da Távola 12:27 AM
TEXTO ENVIADO POR NICOLAU GINEFRA, O CAIPIRA SOBERBO
...1 800 livrarias, na Espanha são 2 300, na Itália
5 000 e na Alemanha 7 394 (Revista Veja-Rio 9 de agosto de 2006, pág.s 18 e 19)
Fundo Musical gentileza de Elane Tomich
Cortesia de Casa de Cultura ARTUR DA TÁVOLA
(o seu portal)
www.arturdatavola.com
"Jornal Imaginário"
periódico que se assume típico do século passado
Ano III / Nº 109
Divindade é meu pastor, nada me faltará (Salmo 23)
Nicolau Ginefra,
o caipira soberbo
"A realidade dada à receptividade e a significação que ela pode revestir parecem distinguir-se." (Emmanuel Lévinas)
***
"... o principal e mais duradouro legado de Jung em meio a tantos benefícios dentro da teoria junguiana...
...seria o modo como aquele sábio suiço tentou fazer com que todos compreendessem que a totalidade e o sentimento de vazio dentro do indivíduo realmente importam.
Em uma época em que todos buscamos o sentido da vida e quando religiões organizadas, filiações políticas e mesmo acessórios pessoais, tudo parece nos desapontar, Jung oferece um caminho para o indivíduo compreender a si mesmo a ponto de se encontrar a aceitação de si próprio e a satisfação dentro da sociedade...
...Ele se tornará conhecido como o filósofo terapeuta que ofereceu compreensão e esperança para todos nós, neste fracionado século 21 em que vivemos.
(Deirdre Bair, escritora e biógrafa, em entrevista a Ubiratan Brasil, no Jornal O Estado de São Paulo, Cultura, pág. D6, 02 de julho de 2006) "
postado por Artur da Távola 12:16 AM